Santo Franciscano do dia: Venerável João Batista de Borgonha Venerável João Batista de Borgonha

Sacerdote da Primeira Ordem Franciscana (1700-1726), em processo de beatificação.

Natural da província francesa de Borgonha, viveu em Roma e morreu em Nápoles. Como que sobrevoou a terra respirando ares do céu. Viveu em silêncio resignado e corajoso, oferecendo-se ao Senhor numa prolongada e contínua enfermidade. Foi um anjo pela pureza, mártir pelos sofrimentos, serafim pelo amor a Deus e aos irmãos.

Cinco papas se interessaram por ele: Clemente XI chamou-o a Roma; Bento XIII ordenou-o sacerdote, profetizando a sua santidade; Pio IX ordenou a trasladação dos seus restos mortais de Nápoles para Roma, para a igreja de S. Boaventura junto ao Palatino; Bento XV deu-lhe o título de Venerável, devido às suas heroicas virtudes; e João Paulo II espera canonizá-lo.

Nascido em 30 de julho de 1700 em Nozerly, desde tenra idade ficou órfão de pai e mãe. Recebeu a primeira comunhão e a confirmação na igreja franciscana do lugar. Aos 12 anos, por influência de seu irmão mais velho, camareiro de Clemente XI, foi para Roma, onde frequentou o Colégio romano dos jesuítas. O seu diretor espiritual considerava-o como “um anjo, muito semelhante a S. Luís Gonzaga”. Fascinado pelo retiro de S. Boaventura junto ao Palatino, que S. Pio X definiu como “viveiro de santos e letrados”, apesar da oposição de familiares, ingressou nessa comunidade, conhecendo embora os rigores daquele convento. Fez o noviciado no santuário de Santa Maria das Graças em Riéti, rivalizando com outros santos que ali tinham vivido, como S. Leonardo de Porto Maurício entre outros. Uma queda fatal ocorrida quando regava o jardim deu início ao seu doloroso calvário. Fez os estudos filosóficos e teológicos em Roma, mas em casas diferentes, e sempre com saúde precária. Mas sentia-se feliz por poder unir os seus sofrimentos aos de Jesus, e repetia muitas vezes: “O Senhor permite que eu sofra porque me quer bem”. “Da cruz ao paraíso é só um passo!”

Admirados com tão heroica resignação, os superiores quiseram que ele fosse sacerdote. Teve a dita de receber a ordenação sacerdotal em S. João de Latrão, no ano santo de 1725, pelo próprio papa Clemente XIII, que ao impor-lhe as mãos, edificado com o seu rosto angélico, exclamou: “Que o Senhor te faça santo sem demora!”

Na tentativa de cura de um mal misterioso e obstinado, foi enviado a vários conventos do Lácio, e finalmente a Nápoles, para a enfermaria interprovincial de Santa Cruz. Mas apesar de todos os cuidados dos confrades e de médicos insignes, ao cabo de dez meses morreu santamente, em 22 de março de 1726, com a idade de apenas 26 anos. Ainda hoje continua a ser um modelo para jovens e órfãos, um exemplo para doentes atormentados pela dor, uma jóia sacerdotal. A sua glorificação é pedida não só pela Ordem dos Frades Menores, mas também por movimentos cristãos da França e da Alemanha.

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Aniversariantes do dia:
Venerável João Batista de Borgonha 26/03 Celso Márcio Teixeira
Venerável João Batista de Borgonha 26/03 Eron Costa Cerrato
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